Fazer ou não fazer Psicoterapia? Eis a questão!
28/01/2012 13:42
Fazer ou não fazer Psicoterapia? Eis a questão!
Psicoterapia não é remédio para todos os males, mas sim um ótimo recurso de mudança para algumas questões. Ela deve ser vista como processo, ou seja, para resolver algum problema ou sofrimento serão necessárias algumas etapas que podem variar de acordo com cada pessoa. Algumas fazem terapia por alguns meses, outras por anos, outras podem até se beneficiar de uma ou duas sessões.
Essas etapas envolvem:
- Autoconhecimento, "que razões tenho para me comportar dessa maneira?", "Se sofro tanto com esse tipo de escolha, porque escolho isso sempre?";
- Risco, "como fazer diferente?", "será que as pessoas vão continuar a me tratar dessa maneira se eu mudar?", "eu sempre fui assim, tenho medo de mudar!";
- Mudança, "me sinto renovado por agir dessa nova maneira!", "algumas pessoas dizem que mudei muito, mas sinto-me feliz!";
Mudar exige tempo, dedicação e resistência à frustração. Quando sofremos e queremos mudar, nem sempre as mudanças tornam-se efetivas em pouco tempo. Durante um período muito individual, mesmo agindo de maneiras novas e melhores, voltamos aos padrões antigos de comportamento, que chamamos de recaída.
Se decidir fazer psicoterapia, aproprie-se de que ela é um processo e não se coloque prazos, pois o Psicoterapeuta saberá o melhor momento para lhe dar alta, que será quando você estiver pronto para “andar com as próprias pernas”, ou seja, para resolver seus conflitos sozinho e de uma maneira não tão sofrida.
Em quais momentos procurar Psicoterapia?
O espaço psicoterapêutico é acima de tudo um espaço seu, único, onde poderá discutir aquilo que lhe angustia. É o lugar no qual a pessoa que necessita de ajuda pode ser inteiramente verdadeira, sem encobrir suas dificuldades, atitudes e condutas censuradas ou mal aceitas pela sociedade ou por ela mesma.
É uma forma privilegiada de encontro consigo mesmo, num processo que possibilita cuidar da própria angústia, sem aquele famoso “vai passar”. Pelo contrário, é algo que proporciona crescimento no sentido existencial, apurando a percepção, ampliando horizontes e possibilidades. Torna-se possível rever relações, romper condutas repetitivas, evitando com isto perdas sofridas e até irreparáveis que trazem sofrimento para si e para o outro.
Uma questão importante que motiva a busca por Psicoterapia é: “EU ESTOU SOFRENDO E FAZENDO O OUTRO SOFRER?”
Quando chegamos neste momento, é importante compreender que sozinho já está difícil se organizar, se perceber e romper condutas destrutivas que podem levar a perdas, desde um emprego até pessoas amadas, fundamentais em nossa vida.
A proposta de trabalho do Psicoterapeuta é acolher e compreender a pessoa como um ser-no-mundo, que também é um ser-com, ou seja, é um ser que se relaciona consigo mesmo e com o outro. A partir disso, inicia-se um processo de renovação e transformação pessoal, que proporciona ao sujeito desenvolver seus potenciais e o leva, mediante a auto-compreensão e auto-aceitação, a um patamar maior de Espontaneidade, Autenticidade, Criatividade e Liberdade, inerentes ao processo de crescimento e realização pessoal.
A seguir, veja as principais áreas de procura por psicoterapia:
Psicoterapia Infantil
Crianças que são muito apegadas e agradam excessivamente às pessoas, sentindo-se inseguras e desprotegidas, ou que não conseguem se concentrar, ou ainda, que apresentam dificuldades de relacionamento, aprendizagem, são demasiado agressivas, hiperativas, que não aceitam regras, afrontam pais e professores com desrespeito e arrogância. Ou ao contrário, estão apáticas, sem respostas ao ambiente, sem questionamento como se estivessem indiferentes ao mundo que lhes rodeia. Estas crianças são fortes candidatas à psicoterapia.
Muitas vezes os pais ou responsáveis percebem que algo não vai bem, mas encontram dificuldades em lidar com a situação. Normalmente estas questões e dificuldades se acentuam na idade escolar e a própria escola sinaliza a necessidade de uma avaliação psicológica. Frente a essas queixas, faz-se importante um olhar mais apurado, pois o problema pode se tornar maior e de gravidade ímpar mais à frente, como na adolescência.
A terapia ajuda a criança a tomar consciência de si mesma e da sua existência no mundo, auxiliando-a no desenvolvimento de sua auto-identidade e formas mais saudáveis de expressar seus sentimentos.
Psicoterapia do Adolescente
Esta etapa da vida é uma fase de intensas transformações nas dimensões física, psicológica, social e espiritual.
O adolescente de repente pensa, sente e começa a agir diferente, o que traz falta de compreensão, discussões e transtornos na família. A vida social e o grupo de amigos passam a ter uma importância ímpar em sua existência.
Por um período, estas escolhas aparentam ser mais valorizadas que a própria família, o que não é compreendido pela mesma, embora este afastamento seja necessário, uma vez que permite ao jovem crescimento, amadurecimento e desvelamento de suas possibilidades enquanto pessoa.
Através do processo psicoterápico, buscamos trabalhar estes conflitos com os jovens, pais e família, orientando, apresentando as necessidades inerentes a esta fase, evitando assim, que este distanciamento tome grandes proporções que enveredam por caminhos muitas vezes sem retorno.
Psicoterapia do Adulto
Nesta etapa da vida, há inúmeras situações que afetam e colocam a pessoa em estado de alerta, com dúvidas ou sofrimento.
Atualmente, o homem é afetado pelo stress da vida moderna, no qual em busca de realização e felicidade, caminha para cumprir as exigências da sociedade. Desta forma, a competitividade e busca de estabilidade econômica, familiar e social tornam-se uma corrida contra o tempo, da qual, muitas vezes, desencadeiam frustrações. De repente a pessoa se depara com situações pouco entendidas e aceitas como: Ansiedade, Medos, Fobias, Pânico, Insegurança, Dificuldades de Expressão e de Relacionamento Interpessoal, Disfunções Sexuais, entre outras.
Diante destes conflitos e crises, faz-se necessária a busca pela Psicoterapia.
Orientação Profissional
Que profissão seguir? Em qual carreira me darei melhor? Como, diante de tantas possibilidades, saber qual é melhor para mim?
Esta decisão não é uma tarefa simples para os jovens que se perdem diante de uma escolha tão importante. Neste momento, as dúvidas crescem e são tantas as indagações acerca da escolha profissional que revelam o quanto a passagem por esta vivência é significativa para a pessoa e por isso geradora de ansiedade e angústia.
Sem saber de onde partir e em que se deve pautar a escolha profissional, muitos jovens acabam por encerrar estas dúvidas de forma inconsistente. Uns optam prontamente por qual profissão seguir e uma vez que passam em algum vestibular, dá-se por finalizada esta escolha. Outros costumam fazer múltiplas opções de cursos e deixam que a sorte, isto é, “passar no vestibular”, decida por eles. Há outro grupo de pessoas, que é representado por aqueles que ingressam na faculdade, mas se decepcionam com o curso e desistem nos primeiros anos. E ainda, aqueles que seguem os passos dos pais, que muitas vezes impõem suas expectativas aos filhos, que ao adentrarem no curso “imposto”, se decepcionam e encaram os anos da universidade sem ânimo algum.
Mas então, a partir de que devo nortear minha escolha profissional?
A proposta da Orientação Profissional é fazer deste processo de decisão um momento de reconhecimento de si, de seu papel no mundo, como pessoa e como profissional e não limitá-lo a uma bateria de testes, cujo resultado não considera a individualidade de cada um.
Com o trabalho, a pessoa define seu papel e função social, bem como a maneira de ser vista pelos outros e por si mesma. Portanto, é importante que neste processo compreenda que homem e trabalho são analisados como uma totalidade, à medida que é também, através do trabalho, que a pessoa se revela e concretiza sua existência.
Aconselhamento Terapêutico
Conforme dito no início deste artigo, algumas pessoas se beneficiam de apenas algumas sessões de psicoterapia, o que chamamos de Aconselhamento Terapêutico (ou Psicológico).
O aconselhamento se dá quando a pessoa que busca o processo terapêutico possui, ainda que de maneira confusa dentro de si, estratégias de mudança acerca de sua problemática, entretanto não sabe como colocá-las em prática devido a angustia que se encontra. Para isso, o Aconselhador atua mais focada e diretamente na queixa trazida pelo cliente, fazendo com que o próprio participe deste momento ativamente e tenha insights sobre sua condição, proporcionando que ele termine a sessão com sua demanda esclarecida.
Algumas vezes, podem ser realizadas até 03 sessões como aconselhamento. Caso a demanda do paciente seja demasiado profunda para este tipo de trabalho, o Psicoterapeuta (ou Aconselhador) sugere que o mesmo procure uma Psicoterapia Individual.
Qualquer que seja a psicoterapia escolhida, independentemente da abordagem do profissional, as pessoas que iniciam um processo terapêutico têm muito a receber, tanto no que se refere à auto-conhecimento quanto no quesito resolução de problemáticas individuais. È um processo muito rico, cheio de descobertas que proporcionam ao cliente intensa satisfação pessoal.